Foi assim...
A liberdade feminina movia Luiza ao passar horas do dia articulando como conseguiria sair com Carlos, seu colega de quarto na república onde moravam. Na realidade ela só não tinha oferecido dinheiro ainda em troca do encontro. Tudo ocorria mais ou menos assim:
Segunda- feira
Luiza:
-Vamos Tomar uma cerveja?
Carlos
-Não costumo beber em plena segunda-feira.
Terça-feira
Luiza:
-Amoça comigo hoje?
Carlos:
- Acho que não to com dor de cabeça e isso me deixa com mau humor.
Quarta -feira
Luiza:
-Posso colocar uma música?
Carlos:
- Só se for bem suave tenho alguns cálculos para fazer.
Quinta-feira
Luiza:
-To com TPM, queria tanto um abraço!
Carlos saiu correndo da sala antes do final da frase.
Sexta-feira
Luiza:
- Podíamos ir a um barzinho?
Carlos:
- Na real eu tô sem grana, gastei muito com a peguete da semana passada.
Luiza já estava desistindo, foram alguns meses tentando ser simpática e nem um sinal de “to aí pra você”, mas finalmente chegou o sábado e ia ficar distante daquela tortura.
Luiza:
-Tchau Carlos vou almoçar com a minha mãe, ela vai fazer seu famoso creme de ervilha.
Carlos:
-Creme de ervilha?!
Carlos levantou como um vendaval, do sofá.
- Creme de ervilhas!!! Então quer dizer que tá sempre tentando me agradar e quando realmente tem nas mãos algo que vai me deixar superfeliz banca a difícil, sua... sua hipócrita. Você não tem noção de quanto eu amo creme de ervilha, lembra minha vó. Se não me levar junto pode dar adeus a nossa amizade.
Em resumo foi assim que Luiza conseguiu sair com Carlos e depois disso outras tantas vezes, e na cabeça da moça algo não parava de incomodar : depois de tudo isso, os homens ainda acham que as mulheres é que são complicadas.
Carlos foi fisgado pelo estomago, quer cantada melhor?
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